Plenitude e sabedoria

O maior desejo do nosso mestre, o presidente Ikeda, é que conquistemos uma vida feliz e realizada em todos os aspectos. Para isso, é necessário atingirmos a iluminação com a recitação diária do Gongyo e do Daimoku.



Vejamos, então, o que é iluminação. Daishonin responde: “A iluminação não é mística nem transcendental, como muitos supõem. Antes, é uma condição de máxima sabedoria, vitalidade e boa sorte, na qual o indivíduo pode moldar seu próprio destino, encontrando plenitude nas atividades diárias e entendendo a missão de sua vida.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 38.)

“Máxima sabedoria” não seria discernir o certo do errado e fazer o certo? Mas não o correto do nosso ponto de vista, e sim do ponto de vista do budismo. Como saber o que é certo e errado? O presidente Ikeda orienta: “Distinguir o certo do errado é uma questão básica na ética. No budismo, quaisquer pensamentos, palavras e ações embasados nos chamados três venenos — avareza, ira e estupidez — desviam as pessoas do caminho da iluminação. Na filosofia budista, para ter o discernimento do certo e do errado é preciso desenvolver uma profunda autoconsciência e autocompreensão, e éticas baseadas na compreensão ou no entendimento possuem um forte apelo em um mundo cada vez mais conturbado pela incompreensão e pelo desprezo à vida. Nesse sentido, três pontos podem ser considerados importantes para se distinguir o certo do errado: 1) A intenção com que se pratica a ação; 2) O efeito que essa ação terá sobre si próprio; e 3) O efeito que essa ação terá sobre os outros. A moralidade budista tem como base os chamados cinco preceitos: não matar, não roubar, não ter má conduta sexual ou praticar atos sexuais ilícitos, não mentir, não tomar bebidas alcoólicas e outras drogas intoxicantes. Visto da ótica da conturbada sociedade moderna, esses cinco preceitos podem parecer coisas do outro mundo, porém, eles podem ser resumidos em um único preceito: respeitar ao máximo a vida.” (Terceira Civilização, edição no 421, setembro de 2003, pág. 26.)

“Plenitude nas atividades diárias” não seria fazer tudo com alegria, até mesmo o que não gostamos, pelo simples fato de estarmos vivos?

Se agirmos diariamente com “máxima sabedoria” e “plenitude nas atividades diárias”, cumprindo nossa missão como verdadeiro ser humano, somos um Buda. Por isso a importância de entendermos o budismo com a vida, não apenas com o intelecto.

Sejamos autênticos budistas para corresponder aos anseios do presidente Ikeda e sermos felizes!

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