Nada tem mais poder que um ser humano recitando com sinceridade o Nam-myoho-rengue-kyo. Num belíssimo poema, o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda declama:
Não há absolutamente
Nada mais poderoso
Que recitar
Nam-myoho-rengue-kyo!
Todo dia,
Cada dia com mais sinceridade
E com o coração mais aberto,
Se esforce na prática de recitar
Nam-myoho-rengue-kyo!
Daishonin nos garante:
‘Não há oração sem resposta.’
(Seikyo Shimbun, 17 mai. 2012)
O que devemos pensar enquanto recitamos Nam-myoho-rengue-kyo?
O importante é não se preocupar com isso e recitar, por exemplo, com o mesmo coração puro e focado de uma mãe que quer proteger seu filho. Vamos a um exemplo:
Viagem perigosa
Nada é mais complexo e vasto que o coração de uma mãe. Aconteceu esta semana: o filho se preparava para viajar, sozinho, de carro de São Paulo a Porto Alegre. Viagem longa — ele sairia de madrugada e chegaria 15 horas depois para trabalhar num congresso.
Ao ver a movimentação, a mãe silenciosamente sente o aperto no coração ao arrumar o kit de viagem do filho: distância, cansaço, sono — um turbilhão de coisas poderia acontecer.
Ela se despede dele no portão, sorrindo. O sorriso enigmático de uma mãe preocupada. O que ela fez?
“Minha primeira reação foi me dirigir ao Gohonzon. Iniciei um vigoroso Daimoku mesmo sendo tarde da noite. Orei cheia de coragem sem sequer perceber o passar da hora: só parei quando meu coração estava tranquilo e seguro. Fui dormir confiante — o Gohonzon é a base do meu coração.”
Estratégia
Fé é ter o Gohonzon e o Nam-myoho-rengue-kyo como sua “primeira reação”. Essa é a estratégia perfeita que protege o coração da mãe, do filho, da família e ainda transforma o trabalho, revitaliza a sociedade e constroi a paz.
Nam-myoho-rengue-kyo é o brilhante sol que conforta e alegra o coração de uma mãe — de todas as mães.
Forma correta
O filho chegou em segurança às 16 horas do dia seguinte.
Essa história é um belo exemplo da forma correta de orar e do que pensar: ao desejar sinceramente proteger o filho, a mãe confia que a proteção está na recitação do Nam-myoho-rengue-kyo e ora vibrantemente pensando e desejando a proteção do rapaz.
Certeza
Não era uma oração focada no medo — pelo contrário: estava baseada na certeza da vitória. Seu pensamento sincero era de que nada aconteceria ao filho.
Sinceridade
Expanda esse sentimento para cada um dos seus desafios e ore Daimoku como “primeira reação” acreditando sinceramente que a resposta está no Nam-myoho-rengue-kyo.
Energia vital
Por que há tanto poder no Daimoku? Porque “recitar Nam-myoho-rengue-kyo é o supremo ritmo que enche e transborda nosso corpo e nossa mente, do jeito que estão agora, com o poder da Lei Mística” (Daisaku Ikeda, TC, ed. 533, jan. 2013, p. 13).
Vamos, agora, a outro fato:
A mãe de Daishonin
Nitiren Daishonin tinha profunda gratidão por sua mãe. Essa gratidão aumentou ainda mais quando presenciou a amada mãe prolongar a vida por meio do poder do Nam-myoho-rengue-kyo!
Inspirado nessa vitória familiar, ele incentivou sua discípula Toki que lutava contra uma grave doença.
A vitória
Daishonin ensinou a ela a forma correta de orar: “Agora a senhora também está doente, e, por ser mulher, é mais do que oportuno instituir em sua vida uma sólida fé no Nam-myoho-rengue-kyo” (TC, ed. 483, nov. 2008, p. 54).
Ele a instruiu a ter como “primeira reação” a recitação entusiasmada do Daimoku e, a partir daí, buscar cuidados médicos adequados. Fielmente, Toki seguiu suas instruções e superou a grave doença: ela prolongou a vida por mais de vinte anos!
Suprema alegria
O incentivo do buda aqueceu o coração da discípula e um sol brilhante nasceu na vida dela. Essa é a essência do budismo [leia a frase na foto acima].
Aplique em tudo!
Problema por problema, tarefa por tarefa. Enfrente tudo recitando com coragem e vibração o Nam-myoho-rengue-kyo confiante que essa é a estratégia infalível.
Ao agir assim sua vida é permeada pela Lei Mística e todos à sua volta se sentem seguros e alegres. Expandir sua confiança e felicidade na Lei Mística é, em si, fazer Chakubuku.
Outro exemplo
Uma mãe de 80 anos, pioneira da Divisão Feminina de Okinawa, orava determinada: a guerra nunca mais voltará a acontecer.
Preconceito
Mas sua família era absolutamente contra sua prática budista e a maioria da população em sua pequena comunidade a rejeitava por ser membro da Soka Gakkai.
Oração corajosa
Ela não recuou e recitava Daimoku sozinha, mesmo desprezada.
Muitas vezes só lhe restava orar escondida nos campos de cana-de-açúcar perto da sua casa. Era a oração corajosa de uma mãe de coração puro e nobre pensando no bem-estar social.
Tesouros da paz
Até hoje, aos 80 anos, ela mantém vivo esse juramento de incentivar seus amigos sobre a fé e de tornar as ilhas de Okinawa tesouros da paz.
O presidente Ikeda relata que esta senhora disse, com sorriso no rosto:
“A única forma que tenho para mudar a comunidade onde moro é fortalecer a mim mesma. Nasci para realizar o Kossen-rufu. Quando oro, quero ajudar a todos a serem felizes. E quando me dedico à minha missão, todas as minhas orações se concretizam” (Ibidem).
Conclusão
O segredo é dirigir-se ao Gohonzon com máxima sinceridade, sem rodeios. Seja você mesmo e tenha total confiança que recitar e propagar o Nam-myoho-rengue-kyo é a própria boa sorte.
Por falar em BOA SORTE, semana que vem continuaremos o tema de hoje tratando do pensamento correto ao recitar Daimoku para que surja “infinita boa sorte” na sua vida.

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