Atravessando o mar do sofrimento

Certa vez recebi uma história de autor desconhecido a qual gostaria de utilizá-la para fazer uma analogia com o budismo:



“Havia um navio que, em alto mar, navegava sem rumo, enfrentando fortes tempestades o que fez o casco romper, e ele afundou. Uma pessoa nesse navio conseguiu se salvar a muito custo, nadando até uma ilha deserta. Mas precisava sobreviver e, para isso, tinha de aprender a lidar com aquela situação. Então, lembrou-se que um dia alguém lhe ensinou a fazer fogo friccionando pedras e pedaços de madeira. Tentou, tentou e conseguiu, fazendo surgir uma faísca. ‘Agora só falta’, pensou, ‘fazer uma cabana para me proteger do frio’. Assim, momentos depois seu lar estava pronto.

“Quando sentiu fome, foi pescar e conseguiu alguns peixes. Quando voltou, em meio a uma chuva torrencial, uma surpresa: sua cabana havia sido destruída. ‘Que má sorte! Minha morada destruída’, pensou. Então, teve de fazer fogueira novamente para se proteger do frio. Assim, adormeceu feliz.

“O Sol despontou sobre o mar e ela acordou assustada com o barulho de uma sirene. Para sua surpresa, avistou um navio a duzentos metros da praia. Vinham nele pessoas com botes para acolhê-la. Perguntando como a haviam encontrado, supreendeu-se com a seguinte resposta: ‘Sabíamos que tinha alguém nesta ilha porque vimos sinais de fumaça. Era provavelmente uma grande fogueira que você fez, não é?’ Então, pensou que o fogo que aprendeu a fazer lhe salvou a vida.”

Vamos agora à analogia da história com nossa prática budista: O navio em alto mar, sem rumo certo e muitas vezes à deriva, pode ser comparado à nossa vida antes de conhecer o Budismo de Nitiren Daishonin. Então, enfrentamos problemas e desafios que parecem nos afundar. A ilha, embora seja de terra firme, é um ambiente desconhecido e solitário do qual sabemos que temos de sair. O fogo pode ser comparado com o Daimoku que, recitando-o, de uma pequena faísca se transforma em chama ardente. A cabana pode ser comparada ao conforto mundano, que nos dá a falsa sensação de segurança. A fumaça proveniente da fogueira (Daimoku), é a vibração da nossa oração que flui por todo o Universo. E o grande barco é a Soka Gakkai, que por meio de seus membros nos leva à “terra firme do Buda”.

Dessa forma, com base nessa pequena história, percebemos que com uma prática sincera jamais estaremos perdidos em uma ilha, ou impotentes diante das dificuldades, pois nossa organização é um grande barco para atravessar o mar de sofrimentos, tendo o presidente Ikeda como timoneiro que nos mostra o caminho da vitória.

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