Semanalmente, nesta seção, temos a oportunidade de conhecer as opiniões e experiências de vários companheiros de nossa imensa e querida terra brasileira. E muitas vezes temos a sensação de que determinado assunto é dirigido a nós, ou, ainda, de já termos passado por experiência semelhante.
Ao ler o Tendência & Opinião da semana passada, refleti o quanto é importante viver em sintonia com o mestre. Afinal, quando chega nossa hora e somos tomados pela incerteza, nem sempre sabemos qual será nossa verdadeira reação, não é mesmo?
Comecei a praticar o budismo em 1983 devido a problemas familiares. Por ter uma formação católica, centrada na crença em um ser supremo, tive dificuldade em aceitar que somos responsáveis pela construção de nossa própria felicidade. Após cinco anos de hesitação, tornei-me budista, e foi a decisão mais acertada de minha vida.
Em 1999, vivi a incerteza de não ter condições de custear uma viagem ao Japão para participar de um curso de aprimoramento. Mas no final, superei mais essa dúvida e encontrei-me com o presidente Ikeda, além de conhecer a maravilhosa Universidade Soka.
Em 2001, viajei aos Estados Unidos e conheci as Universidades Soka de Calabasas e de Aliso Viejo, ambas no Estado da Califórnia, fruto do grande desejo do mestre em tornar esses centros berços da educação Soka das Américas. Naquele momento, decidi que iria contribuir de alguma forma pela cultura Soka no Brasil.
Ao mesmo tempo, em 2002, cumpri minha missão na DMJ e comecei a atuar na Divisão Sênior. Para minha surpresa, fui indicado para atuar em outra organização com a função de vice-responsável de distrito e responsável de comunidade. Tive muitas dúvidas e incertezas, pois teria de atuar com novos companheiros, sendo inexperiente e imaturo na divisão.
Solteiro, seria responsável por uma comunidade. O que fazer? Contudo, esforcei-me para cumprir a minha missão como discípulo do presidente Ikeda, utilizando toda a experiência adquirida na atuação como responsável pela DMJ de uma subcoordenadoria da CRE.
Após um ano de luta harmoniosa, a comunidade conseguiu concretizar quatro Chakubuku. Incentivando-se mutuamente, os integrantes da comunidade descobriram seu potencial e a comunidade tem avançado com a certeza de que este ano a rede de amigos da comunidade se ampliará ainda mais.
Hoje, além da comunidade que me acolheu carinhosamente, tenho ainda a oportunidade de pertencer a uma outra família, mais numerosa, que é a família da Escola Soka do Brasil, onde tenho a oportunidade cumprir o juramento que fiz de contribuir para a educação e a cultura do país há alguns anos.
Durante esses dezoito anos de prática me deparei com muitas incertezas, mas sempre escolhi o caminho mais correto. Sinto que o desejo de cumprir minha missão é o que tem me possibilitado a ver meus sonhos tornarem-se realidade.
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