Durante esses quarenta anos em que venho me dedicando à prática do Budismo Nitiren visando à minha felicidade, e também à de minha família e das pessoas ao meu redor, as orientações benevolentes do presidente Ikeda, o estudo dos escritos de Nitiren Daishonin e o apoio incondicional dos companheiros da organização têm sido, com certeza, fundamentais para sustentar minha fé nos momentos mais difíceis de minha vida.
Lembro-me da primeira vez em que participei de uma atividade na organização. Era abril de 1964 e eu, relutantemente, fui à uma reunião para conhecer o budismo. Para complicar, todos só falavam no idioma japonês e eu não entendia praticamente nada do que era falado.
Contudo, eles conseguiram me transmitir que, em uma época conturbada em que vivemos, a prática do Budismo Nitiren nos capacita mudar nosso destino e tornarmo-nos felizes.
Nessa época, não havia nenhum escrito de Nitiren Daishonin traduzido para o idioma português, dificultando ainda mais minha compreensão. Mas, a frase “A prática do Sutra de Lótus é o Chakubuku, a refutação das doutrinas provisórias”, contida na escritura “A Prática dos Ensinos do Buda”, retrata muito bem a campanha de propagação que os integrantes da organização se dedicavam com afinco, superando as dificuldades do idioma.
Após um ano e meio de prática, me deparei com uma circunstância muito difícil: minha mãe adoeceu.
Recebi uma orientação sobre a importância de fazer o Chakubuku para levar a felicidade a outras pessoas. Aprendi que esse nobre ato nos possibilita transformar nosso carma negativo e retribuir aos débitos de gratidão aos nossos pais.
Munida de coragem falei à minha mãe sobre a maravilhosa prática do Budismo Nitiren. Lembro-me de ter orado Daimoku sinceramente para que ela se restabelecesse.
Minha mãe abraçou o budismo e, por meio da prática da fé, transformou o carma negativo e prolongou sua vida por vários anos. Juntamente com ela, meu pai e duas irmãs se converteram também.
Meu pai foi uma pessoa que pôs em ação a frase: “Honestamente, abandonem os ensinos provisórios”. Ele gostava muito de ler livros de um outro ensino budista, mas ao iniciar a prática do budismo se desfez prontamente de todos os volumes que possuía, com um sentimento muito puro.
Os quatro já faleceram, mas durante mais de duas décadas cumpriram suas missões e contribuíram grandemente pelo Kossen-rufu do Brasil.
Deixaram para mim a responsabilidade de fazer o Chakubuku em meus irmãos. Para isso precisarei, mais do que nunca, armar-me de uma tolerância e persistência bem maior e hastear bem firme a bandeira da Lei Mística.
Esse Gosho “A Prática dos Ensinos do Buda” foi escrito para esclarecer a importância da prática do Chakubuku em meio à sociedade, e nos ensina que é impossível vivermos uma vida pacífica e feliz, quando nosso mundo ainda é abalado por guerras e calamidades.
Uma vez que Chakubuku significa superar o mal e desenvolver o bem, este é o único modo de destruir o egoísmo que impera em nosso coração e construir uma sociedade pacífica e feliz.
Este tem sido o espírito fundamental com que o nosso mestre, o presidente Ikeda, vem dedicando a própria vida, ampliando para todo o mundo esse maravilhoso ensino.
Doravante, irei também empenhar-me ainda mais em prol da felicidade de outras pessoas, semeando este maravilhoso ensino em sua vida.
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