A felicidade em nossas próprias mãos

Como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin temos a boa sorte de pertencermos a uma religião que prega o humanismo, a justiça e a igualdade. Ninguém é considerado superior ou melhor que ninguém; somos todos membros de uma família calorosa e cooperativa, na qual cada componente com suas habilidades, características e vitórias, contagia os demais a enfrentarem os obstáculos e maldades, transformando seus sofrimentos e dificuldades em grandes alegrias.



No escrito deste mês, “Carta de Sado”, aprendemos sobre a rigorosa e imutável Lei de Causa e Efeito. Em um outro escrito, Nitiren Daishonin cita o sutra Shinjikan que esclarece: “Se deseja conhecer as causas do passado, olhe para os resultados no presente. Se quiser saber qual o resultado no futuro, analise as causas do presente.”

Em outras palavras, construímos a nossa própria história, somos os escritores e protagonistas do nosso próprio enredo. E isto é maravilhoso, pois ao tomarmos conhecimento desta máxima, sentimos em nosso coração uma sensação agradável de ilimitada esperança e adquirimos a consciência de que somos responsáveis pela nossa felicidade ou infelicidade, sem depender de algum ser ou força externa.

Segundo o presidente Ikeda: “A felicidade é determinada por nosso estado de vida e pela profundidade da filosofia que seguimos. Para ser feliz é preciso força; a fraqueza conduz à infelicidade.” (Brasil Seikyo, edição no 1.632, 15 de dezembro de 2001, pág. 3).

Na apostila de Exame do Budismo do ano de 1997 (pág. 5.), encontrei o seguinte trecho: “Certa vez perguntaram ao presidente Toda por que, se a Lei Mística é correta, é tão difícil propagá-la?” Ele explicou: “Precisamente porque é correta, as pessoas têm dificuldades em aceitá-la. Por exemplo, é correto os filhos retribuírem aos favores recebidos de seus pais, mas poucos fazem isso. Isso é algo em que as pessoas raramente são bem sucedidas. Necessariamente podemos não estudar arduamente, muito embora saibamos que seja importante. E as pessoas sem dinheiro podem sair e esbanjar seus pagamentos em bebidas mesmo que saibam que é errado fazê-lo.”

Sabemos que por meio da prática da fé podemos vencer todos os males, que por meio do diálogo é possível construir uma família harmoniosa, que acumulamos boa sorte quando nos empenhamos em prol da felicidade de outras pessoas etc. Porém, em algumas ocasiões não conseguimos reagir e fazer aquilo que sabemos que é certo, e isto faz parte da natureza humana. Nestes momentos, o importante é não se conformar, é hora de trabalharmos a nossa mente, como consta nas Escrituras de Nitiren Daishonin: “O sutra Rokuharamitsu afirma que se deve tornar senhor da sua mente ao em vez de permitir à sua mente dominá-lo.” (vol. I, pág. 243.) E nosso mestre nos incentiva: “O fator mais essencial para se conquistar a vitória é conquistar a si próprio.” (A Grande Correnteza para a Paz, vol. V, pág. 242.)

Em uma convenção de líderes, o presidente Ikeda citou uma frase do poeta japonês Kyoriku: “Seja insatisfeito com o eu de ontem”. E então ele faz a seguinte observação: “Essas palavras aconselham a viver com o espírito de que hoje não se é mais a mesma pessoa de ontem, que se muda todos os dias. Cada dia é uma partida, um desafio. Nesse tipo de vida, a negligência e a força do hábito não podem existir. Cada dia é uma séria batalha de vitória ou derrota — repleta de criatividade, uma nova exploração e descoberta”. (Ibidem, Vol. 5, pág 240.)

Em suma amigos, vamos juntos vencer diariamente, reunindo toda nossa coragem e força, encarando nossas dificuldades como grandes oportunidades para realizarmos muitas e muitas causas de felicidade em nossa vida.

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